'Danação' em e-book na Amazon

Meu livro Danação agora está exclusivamente em e-book na Amazon. Foi lá que resolvi hospedá-lo depois que encerrei a venda física e com a antiga editora, com quem fiquei por dois anos.
Nesta primeira semana, o livro está gratuito. Depois do dia 15/08, volta ao preço original: R$ 6,83. Então, espalhem e baixem à vontade. Sem moderação. Todos sabe que não entrei nessa por dinheiro, mas por que achava que tinha uma boa estória pra contar. Achava e ainda acho.
'Danação' é um romance histórico com o pé nos mitos do Brasil de 1700. No meio de tantos vampiros, dragões, fadas e elfos, é um pedacinho do nosso folclore.
Boas leituras!


http://www.amazon.com.br/Dana%C3%A7%C3%A3o-romance-fant%C3%A1stico-Marcus-Achiles-ebook/dp/B00MKKL5A2/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1407754950&sr=8-2&keywords=Dana%C3%A7%C3%A3o 

'Danação' no Diário de Taubaté

Hoje também soube de uma ótima resenha publicada no Diário de Taubaté sobre o 'Danação'. É especial por que a estória de Diogo, como sabem, se passa exatamente na vila de Taubaté do inicio do século XVIII, e embora eu nunca tenha visitado a cidade, de tanto pesquisar sobre seu passado cria-se um vínculo - e uma vontade danada de ser lido pelos taubateano. Obrigado ao Diário de Taubaté e aos leitores do Vale do Paraíba!

http://www.diariotaubate.com.br/display.php?id=33469



Resenha do Danação no 'Cia do Leitor'

Há muito tempo que não alimentava o blog com cousas do 'Danação', mas com um atraso de alguns dias vem a resenha que a Nizete, sempre parceira dos novos escritores nacionais, publicou no Cia do Leitor. Obrigado pela força, Nizete!

http://ciadoleitor.blogspot.com.br/2014/03/resenha-danacao-de-marcus-achiles.html


Nova resenha do 'Danação' no Saleta de Leitura

Saiu uma resenha muito legal do Danação no blog Saleta de Leitura. Generosa e elogiosa, do tipo que dá orgulho. É claro que sou suspeito pra dizer isso, então deem um pulo e confiram!

http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2013/06/resenha-do-livro-danacao-um-romance.html

Resenha do Danação no Além das Estrelas

Mais uma resenha do Danação, dessa vez feita pelo Daniel Borba, do blog Além das Estrelas. Gostei bastante do que o Daniel postou. Palavras generosas e encorajadoras. É sempre bom saber que o que você escreveu despertou interesse de um camarada como ele - blogueiro experiente, que já resenhou e leu mais livros de ficção e fantasia do que a maioria de nós, pobres mortais. Confiram a resenha no Além das Estrelas.

http://alemdasestrelas.wordpress.com/2013/01/15/danacao/

Feira do Livro de Porto Alegre... contagem regressiva

A 58ª Feira do Livro de Porto Alegre começou oficialmente ontem (26 de outubro). Até o dia 11 de novembro serão dezenas de mesas-redondas, debates, oficinas, contações de estórias, lançamentos de livros, enfim, o que há de mais legal e apaixonante e
m termos de literatura no Brasil. E com entrada franca. É a maior feira literária ao ar livre na América Latina. Você, que é do Sul, não deixe de prestigiar esse encontro e levar quem puder. Vou estar lá dia 4 de novembro, às 17 h - que é o dia da literatura fantástica - falando sobre livros, folclore brasileiro e meu Danação (colher de chá... página 24 do Guia da Feira). Não deixe de passar adiante o guia. Ele é ultracompleto, muito bem feito. Curta literatura fantástica ou não, prestigie o sagrado ato de ler. Se curtir, melhor ainda. Nos vemos lá.

http://issuu.com/correiodopovo.ejcj2/docs/guia_feira_2012_programa__o



Danação no Diário de Taubaté

Para um romance fantástico/histórico ambientado na Taubaté de 1700, nada mais gratificante do que ver o livro em um jornal de... Taubaté. Obrigado ao Diário pelo espaço dado ao Danação. Espero um dia poder bater um bom papo sobre o folclore do Vale do Paraíba, literatura e a vida nada fácil de nossos antepassados na Colonia Brasilis.



Resenha do Danação e entrevista na Revista Fantástica

Saiu uma resenha legal do Danação da Revista Fantástica, muito bem escrita pela Mariana Bassi. Confiram também a entrevista, não só a respeito do livro, mas também sobre influências, mercado literário, processo de criação, etc.

http://www.revistafantastica.com.br/resenhas/danacao-2/





O autêntico vampiro brasileiro

Antes que alguém venha com a piada infame do Bento Carneiro, o verdadeiro vampiro brasileiro é o Encourado. Nada de adolescentes pálidos e afetados ou aristocratas europeus com mangas bufantes. 

Autêntico folclore nordestino, é um homem sombrio de hábitos noturnos, usa roupas de couro preto (daí o nome) como um cangaceiro. Fede a sangue, ataca seres humanos e animais, morde-lhes em busca de alimento. Tem certa preferência por pessoas que não frequentam igrejas ou bebês não batizados. Para aplacar a ira do Encourado, os moradores das cidades por onde passa oferecem em sacrifício bandidos, pequenos animais ou até crianças. A oferenda deve ser colocada na porta da frente, por onde ele sempre tenta entrar. É fácil saber se um deles ronda sua cidade. As galinhas não põem ovos, os cachorros ficam o dia todo gemendo dentro de casa e os urubus passam horas a voar sobre o lugarejo. Só entra se convidado (como os colegas europeus), mas sempre dá um jeito de receber as boas graças do anfitrião. Cruzes, alho, luz do sol, água benta, estacas no coração - nada parece ferir o Encourado. Ele deve ser tolerado, nunca vencido.




Existe também o Cupendipe, embora considerá-lo vampiro possa parecer forçar a barra um pouco, pois não existem informações seguras que ele se alimenta de sangue. Lenda do Alto Tocantins, os cupendipes eram seres alados que dormiam de cabeça para baixo (como morcegos), deixavam as grutas onde moravam apenas à noite e usavam um machado em forma de meia lua para defender-se.




É hora de levantar o camisolão... ou como era o sexo no Brasil colonial


Esqueçam as relações cordiais entre os desbravadores portugueses e suas dominadas. Negras e índias podem ter eventualmente se beneficiado dos efeitos de uma união com o invasor, mas na maioria dos casos a violência era o estopim.  O colono, mandado para povoar e defender uma terra distante, longe das legítimas esposas, encorajava-se com a visão das escravas (que frequentemente usavam apenas saias) e as nativas (nuas, por hábito). Estupros (inclusive de crianças) e coação foram o motor inicial da miscigenação, em especial nas primeiras décadas, antes da chegada das europeias em número suficiente para desbrutalizar a sociedade. Com o tempo, passou a valer o velho ditado do século XVIII: “branca para casar, mulata para foder, negra para trabalhar”.




Apesar dos esforços da Igreja, a regra era o concubinato. Casamentos de papel passado, até havia em quantidade, mas os amasiamentos eram muito mais numerosos. Amancebar-se valia inclusive para os... padres. Não raros eram os sacerdotes que se uniam a mucamas que os serviam. Muitas vezes arriscavam-se com donzelas bem nascidas - nas sacristias ou nas capelas construídas nos fundos das casas grandes. Era a chamada solicitação ad turpia. Uma prática reconhecida e motivo de vergonha para o Alto Clero. Os romances entre religiosos e mulheres na colônia eram, na verdade, uma herança europeia, patricada desde muito no Velho Mundo. De tão frequente, criou-se o mito da 'burrinha do padre' - o destino reservado à concubina do sacerdote e que aqui recebeu o nome de mula-sem-cabeça. E o que isso tem a ver com o livro Danação? Mesmo correndo o risco de emplacar um spolier, eu respondo: tudo.

A Inquisição estava, é claro, atenta para os desvios nos costumes. O homossexualismo foi equiparado à heresia, e os amásios eram perseguidos e quase forçados e se casar. Os processos do Santo Ofício estavam repletos de descrições detalhadas envolvendo membrum virile (pênis), vas naturalis (vagina), vas preposterum (ânus). Até as posições eram detalhadas (mulier super virum, ou mulher por cima do homem...)

Prostíbulos e prostitutas (as "barrigãs") quase não havia. Em compensação, multiplicavam-se as casas de alcouce – tavernas ou estabelecimentos comerciais onde encontros furtivos eram encorajados, mediante pagamento para o dono do lugar. De adúlteras a mulheres empobrecidas que trocavam minutos de sexo por algumas patacas, todas se deitavam nas esteiras das casas de alcouce.

Uma sociedade desavergonhada, mas ao mesmo tempo envergonhada. A regra era ir para a cama semivestido. Recorria-se muito aos matos, principalmente os mais pobres. Sexo sem nudez. Como se dizia à época, era a hora de “levantar a camisa”, “abaixar os calções” ou “arriar as fraldas”. Pouco espaço também para as preliminares (ou “molíces”, como se dizia). 

Entrevista para o programa Autores e Livros, da Rádio Senado

Tive a satisfação de ser entrevistado pela professora Margarida Patriota para o programa Autores e Livros, da Rádio Senado. Nos 15 minutos de bate-papo falo um pouco do Danação, sobre o processo de criação do livro, referências, inspirações e projetos futuros. Margarida Patriota é tradutota, autora de diversos livros publicados pela Editora Saraiva foi professora da Universidade de Brasília entre 1976 e 2002. Os links para a entrevista estão aí embaixo (eu falo rápido demais, eu sei, eu sei... Vão desculpando... sou um entrevistado de primeira viagem)



http://www.senado.gov.br/noticias/radio/programaConteudoPadrao.asp?COD_TIPO_PROGRAMA=&COD_AUDIO=283937

http://www.senado.gov.br/noticias/radio/programaConteudoPadrao.asp?COD_TIPO_PROGRAMA=&COD_AUDIO=283938

Nova promoção, dessa vez no Livros & Citações

Outro sorteio de um exemplar autografado do Danação, dessa vez no Livros & Citações! Confira, passe adiante, participe!

Bienal 2012...

Experiência inesquecível na Bienal de São Paulo. Bate-e-pronto, saí de Brasília e voltei no mesmo dia, mas estar num lugar que é sinônimo de literatura, lotado de leitores, amantes de livros, gente ávida por cultura, é algo que vai ficar na memória pra sempre. Pouco mais de uma hora no stand da editora, conversando e autografando livros. O registro na foto é com minha cunhada Carla e o mais que querido sobrinho Caetano. 


Nova ganhadora da promo do Danação

Saiu a segunda ganhadora da promoção do Danação autografado feita pelo Skoob: Janaína Pedroso. Parabéns e obrigado por participar do sorteio. O mesmo vale para todos os que entraram na promo. E tem mais uma chance, dessa vez pelo Mundo de Fantas!
É só ler as regras e cruzar os dedos!

http://mundodefantas.blogspot.com.br/2012/08/sorteio-do-livro-danacao-autografado.html


Um pouco mais sobre a vida nada mole no Brasil de 1700


Não havia partilha da herança entre irmãos. No Brasil de 1700 vigorava o regime do morgadio: todos os bens – terras, escravos, animais, títulos – eram herdados apenas pelo filho mais velho. O varão. O que sobrava para os outros? O segundo filho era mandado para estudar leis em alguma faculdade em Portugal, quase sempre Coimbra. Quando voltasse poderia ser advogado ou descolar algum emprego no serviço público. E se houvesse um terceiro filho? Bem, para o caçula sobrava a carreira religiosa. Tendo vocação ou não, a regra era ser despachado para algum seminário e ordenado padre. Assim, as famílias garantiam presença nos pilares que mantinham a sociedade da época: e economia, a burocracia e a Igreja. Simples assim.

Se você fala português hoje, agradeça ao Marques de Pombal, todo-poderoso ministro do Rei Dom José I.  O nheengatu - uma mistura de português e tupi muito utilizada pelos jesuítas para catequisar os índios - era a língua mais falada. Até que Pombal – o mesmo que é execrado por ter usado o ouro das minas brasileiras para reconstruir Lisboa após o terremoto de 1755 - proibiu por decreto o ensino do nheengatu. Então, antes de odiar de antemão os tais déspotas esclarecidos do nosso 2º grau, agradeça ao menos pela língua que falamos.

A comida era um capitulo à parte. Nosso baião-de-dois demorou a aparecer. O motivo: O arroz veio da Ásia e seu cultivo não havia sido difundido em 1700. O mesmo pode ser dito da farinha de trigo. Nada de pães, bolos e outros pratos feitos de trigo. O substituto era o milho, a batata e a mandioca, menos saborosos, mas abundantes. Carne, principalmente de porco (que se deu muito bem nas nossas terras), peixes e caça – paca, anta, jacaré, macacos, aves nativas. Bife, nem pensar. Vacas e bois dividiam a tração de moinhos com os negros e não eram abatidos. Galinhas eram caríssimas e usadas apenas para alimentar doentes e visitas ilustres

Toque de recolher, epidemias, proibições a cada esquina... Quem disse que a vida no Brasil Colônia era fácil?


Como alguns devem saber, Danação é um romance fantástico ambientado em 1700. Já falei (não demais) de folclore e volta e meia vou falar mais um pouco, mas hoje o tema é outro: como era a vida naqueles tempos. Ou, se preferirem, como era o Brasil que Diogo, a viúva Catarina e o escravo João enfrentavam.
Nessa época, era Deus ajuda quem cedo madruga ao pé da letra. Café da manhã, antes das cinco, almoço às dez e jantar às cinco da tarde. Até porque ninguém podia passear pelas ruas depois das oito da noite. Isso era crime, punido com uma semana de cadeia (as cadeias, por sinal, ficavam no mesmo prédio da Casa de Câmara, onde os vereadores se reuniam, só que no piso de baixo).
A vida era extremamente tediosa. Muito mais do que em qualquer cidade de interior hoje em dia. O ponto alto da semana eram as missa dominicais, quando as pessoas se encontravam. As festas religiosas, como Páscoa e Domingo de Ramos, aguardadas com ansiedade. Participar dessas festas era inclusive obrigatório, pois os militares aproveitavam o ajuntamento de pessoas para recrutar colonos à força. E guerra era algo que não faltava. Os portugueses estavam sempre lutando contra espanhóis que ameaçavam suas fronteiras ou com índios. Ou contra índios aliados de espanhóis, o que era pior. E se você escapasse de ser recrutado, sua mãe velha ou seu irmão novo iria preso.
Ao brasiliano e à brasiliana (brasileiro era quem vivia do pau-brasil), quase tudo era proibido: produzir sal, vender mulas, possuir tipografias ou ourivesarias, casar com juízes, alcançar posto militar acima de alferes (segundo-tenente). 
O que sobravam eram epidemias. Tifo, cólera, malária e algumas causadas pelas dietas deficientes, como escorbuto. Outras doenças, fruto da falta de higiene de nossos antepassados. Particularmente cruel era o maculo, ou corrução, uma infecção do ânus, que não raramente levava à necrose do reto. O tratamento? Enfiar no local uma bucha feita de pólvora, sal e pimenta. Pense...
Falando em limpeza, o colono não era lá muito asseado - herança europeia -, mas aprendeu com o índio o valor de um bom banho. Certo? Mais ou menos. Os selvagens se molhavam muito nos rios, o que é um pouco diferente de tomar banhos. E o colono fazia como os índios: esfregava o corpo com areia para tirar o excesso de sujeira. Sabão que é bom...
O melhor era não adoecer, até por que não havia médicos. A versão da época era chamada de físico, formada em faculdades europeias e disponível apenas aos muito ricos ou nobres. Durante os anos em que Salvador foi sede do vice-reinado, nunca houve mais que uma dúzia deles na cidade. Existiam também os cirurgiões, que auxiliavam os físicos e a quem era autorizado clinicar. O mais provável era que você fosse atendido por um barbeiro - acredite, o mesmo que fazia barbas - que ganhava um extra usando e abusando de sanguessugas, sangrias e ervas indígenas. Também não era aconselhável ter dor de dente. O paciente era embriagado (o clorofórmio só seria utilizado um século mais tarde) e o dentista cumpria seu ofício. Sabem como seus consultórios eram identificados? Pela banda de música na frente. Os bumbos e cornetas eram usados para abafar os gritos.
Hoje paro por aqui. Volto logo logo, com mais curiosidades sobre a vida dos nossos antepassados. Assunto é o que não falta...

Sorteio do Danação autografado no Mundo de Fantas

Como prometido, lá vai outro sorteio do Danação, dessa vez no Mundo de Fantas. Entrem no blog da Celly Borges, vejam as regras e não deixem de competir!


http://mundodefantas.blogspot.com.br/2012/08/sorteio-do-livro-danacao-autografado.html#comment-form

Promoção de livros

A vencedora na promoção feita pelo Skoob semana passada e que levou um Danação autografado para casa foi a @mnazare. Parabéns à Maria de Nazaré e obrigado a todos que embarcaram nessa! Muita gente participou - tanto pelo twitter quanto pelo facebook - mas para os que não levaram seu livro tem mais promoção nos próximos dias. Fiquem de olho!

Curupiras no Himalaia?

O nosso Curupira, todos já ouviram falar. Dispensa apresentações. Entidade protetora das matas, persegue caçadores e tem como marca registrada os pés virados para trás. A surpresa, ao menos para mim, foi descobrir um tal de Abarimon, nome dado a um povo que habitava um país de mesmo nome nas montanhas do Paquistão. Ocorre que os Abarimon, que foram citados pela primeira vez pelo sábio romano Plínio, o Velho, nos primeiros anos da Era Cristã, eram conhecidos por... terem os pés para trás!


Não sei vocês, mas para mim é muito intrigante reconhecer a existência de dois mitos tão diferentes, separados por centenas de anos (entidade tipicamente indígena, nosso anão de cabelos vermelhos foi mostrado ao ocidente pelo padre José de Anchieta, em 1560) e por milhares de quilômetros. Não há como imaginar que os tupi-guaranis, isolados nas Américas até a chegada dos portugueses, e os gregos antigos ou os habitantes do Himalaia mantivessem alguma forma de contato. Ainda assim, lá estão, lado a lado e pés para trás, o Curupira e o Abarimon. Confiram abaixo a aparência dessa curiosa criatura.



Resenha do Danação no blog Only the Strong Survive

Olha lá, pessoal, 
Mais uma resenha do Danação, dessa vez no blog Only the Strong Survive, da Veronica Inamonico. Uma opinião mais que encorajadora para um autor de primeira viagem. Obrigado pelas palavras, Veronica. E que venham outras resenhas!


http://onlythestrong-survive.blogspot.com.br/2012/07/resenha-danacao-marcus-achiles.html
 
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